Anvisa aprova medicamento inovador da Pfizer – Besponsa no tratamento de leucemia aguda

Somado ao transplante de medula, Besponsa pode proporcionar a cura ou maior sobrevida aos pacientes.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de aprovar o medicamento Besponsa (inotuzumabe), da Pfizer, para o tratamento de adultos com leucemia linfoblástica aguda (LLA) de células B com o marcador CD22 positivo. A indicação é para pacientes que apresentem recidiva da doença e para os casos refratários ao tratamento prévio com quimioterapia. Com um mecanismo inovador, de ação rápida, Besponsa apresenta elevadas taxas de eficácia, unindo-se ao transplante de medula óssea como tratamento com potencial de cura ou maior sobrevida no longo prazo.

“Estamos falando de um câncer difícil de tratar e de pacientes que careciam de novas opções terapêuticas após a falha do tratamento inicial. Assim, a Pfizer reforça seu compromisso com o desenvolvimento de medicamentos inovadores, capazes de suprir as necessidades não atendidas de médicos e pacientes”, afirma a diretora médica da Pfizer, Marjori Dulcine.

Ao agir diretamente sobre os receptores CD22 específicos das células B, marcador é encontrado em mais de 90% dos casos de LLA, a medicação é capaz de reduzir as células cancerosas. O estudo INO-VATE, parte do programa de desenvolvimento clínico de Besponsa, aponta que 81% dos pacientes tratados com a nova terapia apresentam remissão completa (RC) da doença, ao passo que apenas 29% dos indivíduos do grupo tratado com quimioterapia obtiveram esse resultado.

O mecanismo de ação inovador e específico de Besponsa também permite que seu componente citotóxico penetre predominantemente nas células cancerosas, preservando as células saudáveis, ao contrário do que costuma ocorrer durante o tratamento quimioterápico. Além disso, o medicamento proporciona maior comodidade na comparação com outros tratamentos, uma vez que pode ser administrado por infusão intravenosa semanal (IV) por cerca de uma hora e, geralmente, não requerer hospitalização, permitindo que o tratamento seja realizado em ambulatórios ou hospitais-dia.

As leucemias

Existem diferentes tipos de leucemia, doença que se caracteriza pelo acúmulo de células anormais na medula óssea, a estrutura corporal responsável pela fabricação das células sanguíneas. Nesses pacientes, células sanguíneas de defesa (glóbulos brancos) que ainda não atingiram sua maturidade sofrem uma mutação genética e se transformam em células cancerosas, multiplicando-se rapidamente. Com isso, as células sanguíneas saudáveis vão sendo substituídas².

As leucemias se dividem em duas grandes classificações, de acordo com a velocidade de sua evolução. Podem ser do tipo crônica, de progressão lenta, ou aguda, que costuma evoluir com rapidez. Além disso, de acordo com o tipo de glóbulo branco afetado, podem ser linfoides ou mieloides. Considerando essa classificação, existem quatro grupos principais de leucemia: leucemia mieloide aguda, leucemia mieloide crônica, leucemia linfocítica aguda e leucemia linfocítica crônica. Cada uma dessas categorias também se divide em outros subtipos.

Considerando todos os tipos da doença, a estimativa é de 5.940 novos casos de leucemia em homens e 4.860 em mulheres para cada ano do biênio 2018-2019, de acordo com as projeções do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Não há, porém, dados oficiais específicos sobre a incidência da leucemia linfoblástica aguda (LLA) no Brasil. Já nos Estados Unidos, o número de casos registrados é de 1,7 por ano a cada 100 mil habitantes?

Os sintomas da doença incluem anemia, fadiga, falta de ar, palpitação, dor de cabeça e sangramentos anormais, bem como manchas roxas (equimoses) ou pontos avermelhados (petéquias) na pele. Depois de instalada, em geral a doença progride rapidamente, com possibilidade de afetar o funcionamento de outros órgãos e o sistema nervoso central. Na maior parte das vezes, os pacientes que desenvolvem leucemia não apresentam nenhum fator de risco conhecido que possa ser modificado, com o objetivo de prevenir a doença.

Fonte: ANVISA

Texto: CDN Comunicação

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